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O Monocito

06/05/2019 |  

O Monocito
É a maior célula no SP (geralmente) variando em tamanho. Possui um núcleo é irregular com a cromatina delicada (frouxa) exibindo margens nítidas. Apresenta um aspecto esponjoso da cromatina. O citoplasma é cinza-azulado e apresenta granulação extremamente fina. Algumas células podem exibir alguma granulação mais grosseira e os vacúolos podem ser observados em alguns casos, embora não tenham significado clínico.
 
São pleomórficas, principalmente no que diz respeito ao núcleo, podendo exibir vários formatos possíveis (bastonado, reiniforme, cerebrifome ou sem forma definida). A relação núcleo/citoplasma é baixa. Embora a cromatina do monócito seja frouxa, ainda é mais densa de que seus precursores (pró-monócito e monoblasto).
A análise dos monócitos deve ser feita na praia da extensão, pois em regiões de maior densidade celular, ele perde algumas características morfológicas.

Monocitoses ocorrem em:
- Fase final dos processos infecciosos com inflamação aguda.
- Processos inflamatórios crônicos como: endocardite, listeriose, brucelose, tuberculose.
- Casos não infecciosos como Doença de Crohn e colite ulcerativa.
 
As monocitoses em neoplasias não hematológicas estão associados a tumores disseminados, ao carcinoma  brônquico e ao carcinoma de mama. As neoplasias hematológicas associadas à monocitoses são mielodisplasias/ mieloproliferações (especialmente as LMMC) e leucemias agudas monocíticas (M4 e M5). Monocitoses evidentes, acompanhadas de queda na contagem absoluta e relativa das outras linhagens celulares, sugere leucemias da esfera monocítica, principalmente LMMC, LMA-M5b ou LMA-M4. Nas LMA-M5a, os monoblastos são a grande maioria e pode não haver relação relativa a proporção de monócitos maduros (sem monocitose evidente).
 
Em algumas situações infecciosas, os monócitos podem fagocitar hemácias, em um processo chamado eritrofagocitose. Isso pode acontecer também em doenças auto-imunes.

Podem apresentar displasia, e nestes casos percebe-se uma grande variação da morfologia nuclear, podendo apresentar formas bizarras. Estes casos acontecem geralmente nas síndromes mielo displásicas, e outros transtornos mieloproliferativos.

FONTE: PORTAL LABPRÁTICA / PNCQ / INTERPRETAÇÃO LABORATORIAL DO LEUCOGRAMA
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