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SAF sindrome anti fosfolipidio

24/01/2018 |   #Hemostasia e Coagulação #Sindromes #Coagulograma #exames

SAF sindrome anti fosfolipidio
Um caso do mês de Janeiro – enviado por um dos alunos do curso HemoClass HC!!!
 
Paciente sexo feminino, encaminhado pelo geriatra, após cair da escada apresentou hematomas devido ao acidente e também passou a ter hematomas com pequenos traumas. Em análise relata que nunca teve problema com coagulação e o histórico da paciente revela também a normalidade de exames de coagulação.
O coagulograma revela:
Contagem de plaquetas: 303.000
TAP: 14s – RNI: 1,0
TTP: 132s
Exames repetidos e confirmados
Em uma segunda análise TTP: 180s
Paciente apresentava Hb diminuída também.
Como existe a ausência do histórico, não se pensa em problema hereditário de deficiência de fator de coagulação.
Foi solicitado o Ddímero que se apresentou em 5.764ug/L
Nossa aluna fez nova coleta, repetiu o TTP e fez o mix teste, mantendo o valor prolongado do TTP após o MIX.
 
Discussão: O prolongamento do TTP com normalidade de TAP sugere deficiência na funcionalidade dos fatores VIII, IX, XI, XII, CAM e PK. Como não há histórico, pensa-se em um problema adquirido. Geralmente as deficiências de fatores de coagulação se manifestam já na infância.
 
O MIX teste teve um papel fundamental neste caso. Como não houve a correção após o MIX, pensa-se em anticorpo ou inibidor adquirido contra algum dos fatores mencionados acima.
 
Outro ponto importante é o aumento do dímero D. Ele é um importante marcador de casos de hipercoagulabilidade. A paciente pode estar fazendo um quadro de TVP (trombose venosa profunda), ou algum outro quadro trombótico. Lembramos que o dímero D não é específico para identificarmos o quadro em si, mas muito útil para definir um estado de hipercoagulabilidade.
 
Essa situação caracteriza muito bem o quadro de SAF (Síndrome Anti-Fosfolipídio), caracterizada in vivo por estados trombóticos e in vitro comporta-se como inibidor de fatores de coagulação.
 
Esta situação pode ser secundária à doenças inflamatórias crônicas como Lupus, Artrite, Gota, etc....
 
Nesta situação o importante é verificar com qual dos fatores o anticorpo está reagindo para poder ter um suporte maior no caso de reposição, e também descobrir a doença de origem para elucidar o quadro. 

Saiba como solucinar casos como esse e como tantos outros fazendo o curso que já é sucesso no Brasil inteiro!!!

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