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Coagulograma para Laboratorios de Pequeno e Medio Portes
01/07/2019 |  
O coagulograma para laboratórios de pequeno e médio portes devem se basear no princípio que os exames precisam ser informativos, objetivos e confiáveis. Falo sempre em minhas palestras que tudo evolui, assim como os exames! Quantos parâmetros os contadores automatizados davam à 30 anos? Hoje é bem diferente! E falando de exames da coagulação, é preciso se atualizar COM URGÊNCIA!!!   Exames como tempo de coagulação, retração do coágulo e prova do laço (fragilidade capilar) são exames antigos, que sofrem interferência de muitos fatores, não possuem padronização, e não são confiáveis!!! Isso mesmo!!! Em situações que devem dar alterados podem dar normal e vice e versa! Além de possuírem correlações clínicas questionáveis!   Desta forma, o TC, RC e PL devem ser banidos do coagulograma. Não há motivos para estes exames continuarem fazendo parte da rotina de um laboratório que tenha uma hematologia confiável.   O tempo de sangramento, amplamente falado aqui, só deve ser realizado se for pela metodologia de Ivy, e com muito rigor técnico. Furar a orelha ou o dedo do paciente não adianta de nada, e isso já é fato consumado. Muitos laboratórios não fazem mais o tempo de sangramento, entretanto é o único exame do laboratório de pequeno e médio porte que avalia a funcionalidade das plaquetas. Desta forma fica a sugestão. Se for para continuar com ele, que seja pela metodologia correta, e com bastante rigor técnico. Saiba mais sobre essa metodologia clicando AQUI.   Para avaliação dos fatores de coagulação a triagem deve ser feita com TAP e TTP. Se tanto o TAP e o TTP prolongarem, a dosagem da vitamina K é necessária. Se der normal, deve-se fazer o TT (tempo de trombina), que avalia diretamente o fibrinogênio.   Em casos de TAP normal e TTP prolongado (ou o inverso), o correto é fazer o MIX teste, já para saber se é deficiência de fator ou anticorpo contra fator.   Agora as novidades!!! Os novos parâmetros plaquetários são índices excelentes para cardiologia e avaliação medular, entre tantas outras situações. Eles devem ser utilizados e valorizados na clínica e no laboratório. Leia mais sobre VPM e PDW clicando AQUI.   Sugestão do coagulograma para pequenos e médios laboratórios: - Contagem de plaquetas - Avaliação morfológica das plaquetas - Tempo de sangramento (IVY) - TAP - TTP - TT (se TAP e TTP prolongarem) - MIX teste (se TAP ou TTP prolongar) - Novos parâmetros plaquetários Saiba mais sobre estes exames, suas interpretações e aplicações com o ebook mais vendido de 2018 e 2019 da área laboratorial: Interpretação do Coagulograma e Novos Parâmetros Plaquetários Clique AQUI e saiba mais sobre ele. 
Semana mais hemostasia com inicio marcado
10/06/2019 |  
No dia 17 de junho de 2019 inicia a Semana + Hemostasia HemoClass!!! Mas o que é isso? É uma semana dedicada à assuntos relacionados com os exames da coagulação, suas interpretações e correlações clínicas. Quem pode participar? Todos os seguidores de nossas redes sociais, farmacêuticos, biomédicos, médicos e biólogos. Como funciona? Você vai cadastrar seu melhor email no link disponibilizado, e a partir do dia 17 você receberá automaticamente os emails com o conteúdo da semana. Ainda, para os primeiros inscritos, haverá um bônus extra no final! Quanto custa? Absolutamente NADA. A Semana + Hemostasia é um evento 100% grátis!!! Tem certificado? Não. Por não ser um curso regular tampouco controle de aulas, não possui certificação. Como faço para me inscrever? Clica AQUI e você será direcionado para a página de inscrição. Só colocar seu email e aguardar nosso contato. Uma dica: Assim que você fizer a inscrição, você deve receber o primeiro email em poucos minutos. Se não encontrar, procure no lixo eletrônico ou na caixa de spam! Caso o link não funcionar, copie o link abaixo e cole em seu navegador. http://0ecf404.contato.site/inscricaosemanamaishemostasia Te espero lá!!!  
Macroplaquetas e Plaquetas Gigantes
20/05/2019 |  
As alterações de tamanho da plaqueta devem ser relatadas no hemograma, pois trazem importantes correlações clínicas. O tamanho das plaquetas é de significância diagnóstica principalmente quando relacionado à contagem. A plaqueta normal mede de 1,5 – 3 µm de diâmetro enquanto as macroplaquetas de 3 – 7 µm. As plaquetas gigantes podem ser maiores que as hemácias (10 – 20 µm) e podem ser identificadas pelos alarmes dos equipamentos automatizados.   Em indivíduos normais, de modo geral, menos de 5% das plaquetas são maiores que o normal. O tamanho das plaquetas aumenta gradualmente de acordo com o tempo de armazenamento em EDTA, o que justifica o relato de macroplaquetas somente se estiverem acima de 5%, já as plaquetas gigantes devem ser sempre relatadas.   Basicamente, em resumo, as macroplaquetas estão entre o tamanho de uma plaqueta normal e uma hemácia, e as plaquetas gigantes são maiores do que uma hemácia.Plaquetas gigantes devem ser relatadas em qualquer quantidade, e macroplaquetas devem ser relatadas se encontradas em uma quantidade maior que 5%.   A interpretação das macroplaquetas é um tanto complexa, mas, em suma, reflete um quadro de ativação plaquetária, que pode acontecer em inúmeras situações, desde problemas cardiovasculares, até trombose e também doenças inflamatórias. Já as plaquetas gigantes, também podem acontecer nestas situações, mas também podem ser consequências de doenças hematológicas como Síndrome de Bernard Soulier e outras síndromes.   Os novos parâmetros plaquetários são de extrema importância para avaliação do quadro plaquetário do paciente, sendo que, tanto na presença de macroplaquetas e plaquetas gigantes, o VPM e o P-LCR estão aumentados.
Leucemia Promielocitica Aguda variante Hipogranular
14/05/2019 |    #Leucemia  #Padronização  #Hematoscopia  #exames  #HemoClass Leucemias
A LPAv (Leucemia Promielocítica Aguda variante hipogranular), assim como a LPA, é uma neoplasia hematológica decorrente da translocação entre o cromossomo 15 e o cromossomo 17. Esta translocação faz acontecer um gene quimérico (PML - RARα), que expressa uma oncoproteína que é um receptor para o ácido retinóico, fazendo com que a célula mutada estacione na fase de pró-mielócito e perca sua capacidade de maturação, e aumente a sua capacidade de proliferação.   Leucopenia costuma ser frequente na LPA, com vários blastos granulares e também células com numerosos bastonetes de auer, chamadas de faggot cells. A leucopenia acontece pelo fato dos pró-mielócitos terem uma certa rigidez, e isso dificulta a sua saída da medula óssea. Esses pró-mielócitos anômalos acabam por ser ativadores da cascata da coagulação, quando fazem a liberação de sua granulação na corrente circulatória, fazendo CIVD logo no início da liberação das células para o sp, outro fator que explica a leucopenia, visto que assim que os pró-mielócitos começam a sair da medula óssea, a CIVD já acontece, levando o paciente à procurar o serviço de saúde.   Já na sua variante hipogranular, as células acabam tendo uma mobilidade maior, e a CIVD não é tão evidente quanto na LPA. Embora a causa e a fisiopatologia seja a mesma, este subtipo variante não apresenta tantas granulações e bastonetes de auer, embora os mesmos possam ser vistos em quantidades moderadas.   A variante hipogranular da LPA representa, em média, 4% dos casos das LMA (Leucemias Mielóides Agudas), acometendo principalmente adultos jovens.   No hemograma da LPAv, se espera encontrar a tríade leucêmica com leucocitose ou hiperleucocitose. Os blastos apresentam formato reiniforme, com aspecto semelhante a “asas de borboletas”, ou formato de alteres. Os bastonetes de auer geralmente são encontrados, e acabam facilitando a sugestão diagnóstica, juntamente com a morfologia dos blastos.   Em 2016, a OMS propôs uma nova classificação, e essas leucemias, que no grupo FAB correspondiam à LMA m3 e m3v, passaram a corresponder à um subtipo próprio, desvinculado das LMAs, sendo sugerido que se utilize a nomenclatura LPA e LPAv. Saiba mais sobre este e todos os outros subtipos de leucemia no melhor treinamento online sobre Leucemia do Brasil!!!  Um curso que realmente vai te deixar afiado para encarar essas alterações morfológicas!!! Agora o curso está com inscrições encerradas, mas muito em breve abrirá uma nova turma!!  
O Monocito
06/05/2019 |  
É a maior célula no SP (geralmente) variando em tamanho. Possui um núcleo é irregular com a cromatina delicada (frouxa) exibindo margens nítidas. Apresenta um aspecto esponjoso da cromatina. O citoplasma é cinza-azulado e apresenta granulação extremamente fina. Algumas células podem exibir alguma granulação mais grosseira e os vacúolos podem ser observados em alguns casos, embora não tenham significado clínico.   São pleomórficas, principalmente no que diz respeito ao núcleo, podendo exibir vários formatos possíveis (bastonado, reiniforme, cerebrifome ou sem forma definida). A relação núcleo/citoplasma é baixa. Embora a cromatina do monócito seja frouxa, ainda é mais densa de que seus precursores (pró-monócito e monoblasto). A análise dos monócitos deve ser feita na praia da extensão, pois em regiões de maior densidade celular, ele perde algumas características morfológicas. Monocitoses ocorrem em: - Fase final dos processos infecciosos com inflamação aguda. - Processos inflamatórios crônicos como: endocardite, listeriose, brucelose, tuberculose. - Casos não infecciosos como Doença de Crohn e colite ulcerativa.   As monocitoses em neoplasias não hematológicas estão associados a tumores disseminados, ao carcinoma  brônquico e ao carcinoma de mama. As neoplasias hematológicas associadas à monocitoses são mielodisplasias/ mieloproliferações (especialmente as LMMC) e leucemias agudas monocíticas (M4 e M5). Monocitoses evidentes, acompanhadas de queda na contagem absoluta e relativa das outras linhagens celulares, sugere leucemias da esfera monocítica, principalmente LMMC, LMA-M5b ou LMA-M4. Nas LMA-M5a, os monoblastos são a grande maioria e pode não haver relação relativa a proporção de monócitos maduros (sem monocitose evidente).   Em algumas situações infecciosas, os monócitos podem fagocitar hemácias, em um processo chamado eritrofagocitose. Isso pode acontecer também em doenças auto-imunes. Podem apresentar displasia, e nestes casos percebe-se uma grande variação da morfologia nuclear, podendo apresentar formas bizarras. Estes casos acontecem geralmente nas síndromes mielo displásicas, e outros transtornos mieloproliferativos. FONTE: PORTAL LABPRÁTICA / PNCQ / INTERPRETAÇÃO LABORATORIAL DO LEUCOGRAMA
Trombocitopenia e menstruacao
23/04/2019 |  
A menstruação é um processo fisiológico que consiste na desintegração da camada superficial do endométrio, rompendo inúmeros vasos, o que implica no sangramento que já se conhece. A resposta fisiológica do organismo é a ativação plaquetária, para estancar o sangramento. Pouco tempo após o inicio do processo, as plaquetas já fazem a adesão ao subendotelio vascular, ativam outras plaquetas e se agregam, formando o tampão plaquetário. Este processo pode acontecer em várias regiões, tendo um consumo de plaquetas maior do que a produção pela medula óssea, levando à uma diminuição temporária da contagem de plaquetas. Segundo estudos, a trombocitopenia é mais evidente no primeiro dia da menstruação em relação aos demais. É preciso saber também se não há outra causa de trombocitopenia, caso esse parâmetro esteja alterado, pois qualquer situação de acometimento da medula óssea pode alterar a contagem das plaquetas. Saber se a mulher encontra-se no período menstrual acaba sendo importante para explicar uma possível trombocitopenia, caso ela esteja presente, o que poderia ser feito de forma de questionamento no momento da coleta. Outra alteração que pode acontecer é a presença de macroplaquetas. Estas aparecem devido à quadros de indução à ativação plaquetária, e a reparação dos vasos lesados na menstruação é um desses casos. Em resumo: Um quadro de trombocitopenia leve com presença de macroplaquetas, também de forma leve, em uma mulher sem causa aparente, pode ser explicado pelo fato de ela estar no período menstrual.
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