Logo da Empresa Blog HemoClass

Linfocitos Atipicos ou Reativos
26/08/2019 |  
São vários nomes dados à mesma alteração morfológica. Os linfócitos ativados, devido à produção de proteínas, acabam afrouxando a cromatina em algumas partes do núcleo e apresentando uma basofilia maior no citoplasma. Morfologicamente esses linfócitos apresentam subtipos morfológicos conhecidos como 1) Monolike, 2) Plasmocitóide, 3) Amebóide (imunoblasto) e 4) Grande Linfócito Granular (GLG). Esse último só é considerado reativo se estiver em uma contagem superior à 5%. Quanto à nomenclatura, se utilizava muitos nomes para a mesma alteração: Linfócitos Atípicos, Linfócitos Reacionais, Linfócitos Reativos, Virócitos, Células de Turk, etc.... Visando uma comunicação mais efetiva, recomenda-se que o laboratório use o termo Linfócito Reativo, mantendo um padrão entre os laboratórios e os médicos. Esses linfócitos devem ser incluídos na contagem diferencial, e não somente citados nas observações como vinha sendo feito.  
Silicone X Linfoma
20/08/2019 |  
O Linfoma Anaplásico de Células Grandes (ALCL) associado a Implantes Mamários foi recentemente incluído na classificação da Organização Mundial da Saúde de neoplasias linfoides e tem se tornado uma preocupação para cirurgiões plásticos. São mais de 500 casos já descritos na América, Inglaterra e Austrália. No Brasil, ainda, nenhum caso foi relatado oficialmente até agora.   A primeira estimativa era 1 caso para cada 30.000 mulheres com prótese de mama, posteriormente estimou-se 1 caso em cada 500.000 mulheres com próteses, sendo que o ALCL já foi associado com todos os tipos de implantes texturizados. Na Austrália, um grupo de estudos propôs que alguns fabricantes apresentam um risco maior que outros.   Este linfoma foi relatado em 1985 por Stein et al, que o descreveram como um tumor de células grandes atípicas, com núcleos pleomórficos, nucléolos proeminentes, citoplasmas eosinofílicos e forte expressão do marcador de ativação CD30.   O ALCL Corresponde a um tipo de linfoma periférico de linfócitos T maduros, subtipo agressivo de linfoma não Hodgkin. Predomina no sexo masculino (em pacientes não implantados) e com dois picos de incidência: o primeiro na pré-adolescência e adolescência e outro por volta dos 60 anos. Ele inicia nos gânglios linfáticos e pode atingir a pele. Tem crescimento rápido e grandes chances de cura com quimioterapia agressiva.   Corresponde a cerca de 2% de todos os linfomas, sendo que possui 4 formas e somente uma delas está associada à implante mamário: Linfoma anaplásico de grandes células ALK-positivo; Linfoma anaplásico de grandes células ALK-negativo; Linfoma anaplásico de grandes células associado a implante mamário; Linfoma anaplásico de grandes células primário cutâneo. Muitos pacientes, particularmente crianças e adultos jovens, apresentam translocações genéticas envolvendo a proteína ALK (anaplastic lymphoma kinase), o que induz o surgimento de doença linfoproliferativa. Essa translocação, quando presente, confere um melhor prognósitico à doença, e também se associa com as manifestações. Por exemplo, nos sistêmicos, há manifestação extracutânea e pode haver ou não translocações no gene ALK; no primário cutâneo, as manifestações são limitadas à pele e não tem relação com o gene ALK. Clinicamente, um seroma tardio tem sido a apresentação mais frequentemente relatada. O diagnóstico definitivo do ALCL só pode ser feito por estudos imunohistoquímicos específicos do fluido em torno do implante. A maioria das pacientes é tratada apenas com a remoção da prótese e da cápsula, sem a necessidade de quimioterapia ou radioterapia. Mesmo com o alerta de 12 óbitos relacionados a esta doença nos Estados Unidos e na Austrália, os índices de cura para ela são bastante altos, ultrapassando 90% dos casos, sendo que a mortalidade é de somente 2.5% dos casos. A Sociedade Brasileira de Mastologia lançou em nota que não há necessidade de alarme em relação a riscos oncológicos ou em relação a outras doenças que possam ser provocadas pelas próteses mamárias. Segundo publicação, os dados apresentados já são conhecidos e considerados na hora de se prospectar um implante.   Segundo Jeff Shuren, um diretor da FDA, o risco de sofrer com esse subtipo de linfoma segue baixo mesmo entre as mulheres com silicone. Tanto que, afirmou em comunicado: “Não recomendamos remover a prótese com textura em pacientes sem sintomas por causa dos potenciais riscos”. Ou seja, não há motivo para pânico.
Celulas Sugestivas
23/07/2019 |    #Leucemia  #Leucograma  #Hematoscopia  #HemoClass Leucemias
Na oncohematologia existem algumas alterações de hemograma ou células características que trazem consigo uma forte sugestão de uma ou outra patologia específica. Listamos algumas delas aqui. 1) Célula de Mott – Mieloma Múltiplo 2) Fagott Cell – LMA m3 3) Blastos em forma de Alteres – LMA m3V 4) Blastos com características monocitóides – LMA m4 e m5 5) Blastos basofílicos e vacuolizados – Linfoma de Burkit/LLA l3 6) Baskett Cell / Machas de Gumprecht – LLC 7) Blasto com Bastonete de Auer – LMA 8) Eritroblastos displásicos – SMD 9) Blastos com brotamentos – LMA m7 (mas pode aparecer em outras) 10) Célula em Espelho de Mão – Linfoma Leucemizado 11) Linfócitos pequenos com cromatina condensada (monotonia celular) – LLC 12) Flower Cell - Linfoma de célula T Gostou desse artigo? Não deixe de comentar logo abaixo!!!  
Coagulograma para Laboratorios de Pequeno e Medio Portes
01/07/2019 |  
O coagulograma para laboratórios de pequeno e médio portes devem se basear no princípio que os exames precisam ser informativos, objetivos e confiáveis. Falo sempre em minhas palestras que tudo evolui, assim como os exames! Quantos parâmetros os contadores automatizados davam à 30 anos? Hoje é bem diferente! E falando de exames da coagulação, é preciso se atualizar COM URGÊNCIA!!!   Exames como tempo de coagulação, retração do coágulo e prova do laço (fragilidade capilar) são exames antigos, que sofrem interferência de muitos fatores, não possuem padronização, e não são confiáveis!!! Isso mesmo!!! Em situações que devem dar alterados podem dar normal e vice e versa! Além de possuírem correlações clínicas questionáveis!   Desta forma, o TC, RC e PL devem ser banidos do coagulograma. Não há motivos para estes exames continuarem fazendo parte da rotina de um laboratório que tenha uma hematologia confiável.   O tempo de sangramento, amplamente falado aqui, só deve ser realizado se for pela metodologia de Ivy, e com muito rigor técnico. Furar a orelha ou o dedo do paciente não adianta de nada, e isso já é fato consumado. Muitos laboratórios não fazem mais o tempo de sangramento, entretanto é o único exame do laboratório de pequeno e médio porte que avalia a funcionalidade das plaquetas. Desta forma fica a sugestão. Se for para continuar com ele, que seja pela metodologia correta, e com bastante rigor técnico. Saiba mais sobre essa metodologia clicando AQUI.   Para avaliação dos fatores de coagulação a triagem deve ser feita com TAP e TTP. Se tanto o TAP e o TTP prolongarem, a dosagem da vitamina K é necessária. Se der normal, deve-se fazer o TT (tempo de trombina), que avalia diretamente o fibrinogênio.   Em casos de TAP normal e TTP prolongado (ou o inverso), o correto é fazer o MIX teste, já para saber se é deficiência de fator ou anticorpo contra fator.   Agora as novidades!!! Os novos parâmetros plaquetários são índices excelentes para cardiologia e avaliação medular, entre tantas outras situações. Eles devem ser utilizados e valorizados na clínica e no laboratório. Leia mais sobre VPM e PDW clicando AQUI.   Sugestão do coagulograma para pequenos e médios laboratórios: - Contagem de plaquetas - Avaliação morfológica das plaquetas - Tempo de sangramento (IVY) - TAP - TTP - TT (se TAP e TTP prolongarem) - MIX teste (se TAP ou TTP prolongar) - Novos parâmetros plaquetários Saiba mais sobre estes exames, suas interpretações e aplicações com o ebook mais vendido de 2018 e 2019 da área laboratorial: Interpretação do Coagulograma e Novos Parâmetros Plaquetários Clique AQUI e saiba mais sobre ele. 
Semana mais hemostasia com inicio marcado
10/06/2019 |  
No dia 17 de junho de 2019 inicia a Semana + Hemostasia HemoClass!!! Mas o que é isso? É uma semana dedicada à assuntos relacionados com os exames da coagulação, suas interpretações e correlações clínicas. Quem pode participar? Todos os seguidores de nossas redes sociais, farmacêuticos, biomédicos, médicos e biólogos. Como funciona? Você vai cadastrar seu melhor email no link disponibilizado, e a partir do dia 17 você receberá automaticamente os emails com o conteúdo da semana. Ainda, para os primeiros inscritos, haverá um bônus extra no final! Quanto custa? Absolutamente NADA. A Semana + Hemostasia é um evento 100% grátis!!! Tem certificado? Não. Por não ser um curso regular tampouco controle de aulas, não possui certificação. Como faço para me inscrever? Clica AQUI e você será direcionado para a página de inscrição. Só colocar seu email e aguardar nosso contato. Uma dica: Assim que você fizer a inscrição, você deve receber o primeiro email em poucos minutos. Se não encontrar, procure no lixo eletrônico ou na caixa de spam! Caso o link não funcionar, copie o link abaixo e cole em seu navegador. http://0ecf404.contato.site/inscricaosemanamaishemostasia Te espero lá!!!  
Macroplaquetas e Plaquetas Gigantes: Como Identificá-las e Liberá-las de Forma Padronizada
20/05/2019 |    #Hematoscopia  #Hemostasia e Coagulação
Imagine-se diante de um hemograma com alterações que demandam um olhar clínico apurado. Entre essas alterações, surgem as temidas macroplaquetas e as plaquetas gigantes. Mas como diferenciá-las? E, mais importante, qual é a forma correta de liberar essas alterações no laudo? Pegue seu jaleco e venha comigo nessa história que vai transformar sua abordagem hematológica. --- ## O Enigma da Macroplaqueta: Desvendando o Mistério Era um dia comum no laboratório, até que você se depara com plaquetas maiores que o usual. A primeira pergunta surge: **"Isso é uma macroplaqueta ou uma plaqueta gigante?"** Aqui entra a regra de ouro: **macroplaqueta é maior que uma plaqueta normal, mas menor que uma hemácia normocítica.** Agora, preste atenção: se a hemácia for microcítica, a macroplaqueta pode até ser do mesmo tamanho ou maior. Por isso, **antes de qualquer análise, verifique o VCM (volume corpuscular médio)**. Se o VCM está dentro da normalidade, a macroplaqueta ficará entre o tamanho de uma plaqueta normal e o da hemácia normocítica. Análise feita? Ótimo, vamos avançar. --- ## Liberar ou Não Liberar? Eis a Questão! A macroplaqueta possui uma regra clara para liberação: **mais de 5% do total das plaquetas no exame precisam ser macroplaquetas.** Isso significa que, em cada 100 plaquetas, até 5 podem ser maiores que o habitual sem necessidade de liberação. **Como calcular?** Aqui vai uma dica prática: conte quantas plaquetas você tem por campo no microscópio. Se, por exemplo, você visualiza 20 plaquetas por campo, analise cinco campos para alcançar 100 plaquetas no total. Durante essa contagem, observe quantas são macroplaquetas. Achou menos de cinco? Não libere. Achou mais de cinco? A liberação está garantida. E como liberar no laudo? Simples e padronizado: **“Presença de macroplaquetas.”** Não precisa indicar porcentagens, nem adjetivos como discreto, moderado ou intenso. Seguindo essa norma, você está dentro das diretrizes da ABNT. Lembre-se que cada alteração hematológica tem sua forma padronizada de liberação! Caso você precise adequar e padronizar seu hemograma, recomendo que de uma olhada em nosso curso hematologia prática, pois ele traz TODAS as alterações hematológicas comentadas (Reconhecer, Relatar e Relacionar). Para saber mais, clique AQUI! --- ## O Gigante Entra em Cena Se macroplaquetas já exigem atenção, as plaquetas gigantes são um verdadeiro show à parte. Imagine uma plaqueta tão grande que ultrapassa o tamanho de uma hemácia normocítica. Essa é a plaqueta gigante, e sua liberação segue uma regra direta: **se você viu, você libera.** Mesmo que apenas uma ou duas plaquetas gigantes apareçam no exame, o relatório deve incluir: **“Presença de plaquetas gigantes.”** Essa simplicidade tem um propósito: sinalizar ao médico que algo fora do padrão está ocorrendo. --- ## Por Que Isso É Importante? Você pode estar se perguntando: **"Por que tanta preocupação com essas plaquetas?"** Macroplaquetas e plaquetas gigantes são indicadores de alterações importantes no paciente. E, acredite, quando o médico pegar o telefone para perguntar, você estará munido de informações sólidas e seguras. Ah, e sobre o que significa a presença dessas plaquetas gigantes? Bem, esse é um mistério que vamos desvendar no próximo capítulo dessa jornada hematológica. Não deixe de acompanhar! --- **Moral da História** Dominar a liberação de macroplaquetas e plaquetas gigantes é como resolver um quebra-cabeça. Cada peça, desde a contagem até a padronização, tem um papel crucial. Siga essas dicas, e seus laudos serão exemplos de precisão e confiabilidade. Afinal, a excelência hematológica não é apenas uma meta – é o nosso compromisso.
Páginas: <    2     3     4     5     6     7     8     9     10     11     12     >
(45) 99902-3030
contato@hemoclass.com.br