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Neutrofilo Hipersegmentado
16/10/2018 |    #Leucograma  #Hematoscopia  #exames
Esta célula corresponde à um neutrófilo maduro, que está circulando à mais tempo que deveria. Devido à algum problema de produção, ele permanece mais tempo no sangue periférico, lobulando mais. A lobulação maior que o normal acontece não por um quadro específico, mas é consequência deste tempo aumentado de permanência.   Critérios de identificação: A presença de um neutrófilo com 7 lobos ou 2 com 6 lobos já pode ser considerada como presença de neutrófilo hipersegmentado.   Como liberar: Não é necessário quantificar, somente relatar a presença de neutrófilo hipersegmentado já é suficiente. O termo desvio a direita também se aplicava antigamente à este quadro, mas esta em desuso.   O que significa: Um quadro de problemas de produção. Relacionado em 90% dos casos com anemia megaloblástica por deficiência de folato e/ou vit. B12. Nesta situação a medula óssea encontra dificuldade para realizar mitoses em todas as linhagens, acometendo não só as hemácias, mas também os neutrófilos. Também podem estar presentes em síndromes mielodisplásicas e em pacientes em quimioterapia com antagonistas do ácido fólico.   Esta célula não é reativa. Erroneamente em alguns relatos mais antigos, relacionava-se os neutrófilos hipersegmentados com infecções virais, mas isso não é verdade.
Vacúolos em citoplasma de neutrófilos e monócitos
02/10/2018 |  
Vacúolos em citoplasma de neutrófilo   A orientação da semana é sobre este achado extremamente importante na hematologia. Os vacúolos em citoplasma de neutrófilo são indicativos de sepse. Os neutrófilos fagocitam principalmente bactérias, e uma vez nos tecidos, não voltam mais ao sangue periférico, o que nos faz concluir que os vacúolos em neutrófilos são reflexos de uma fagocitose no próprio sangue periférico, ou seja, sepse.   Como liberar: Não é necessário quantificar nem citar tamanhos como alguns fazem por ai. Basta a seguinte observação no laudo: Presença de vacúolos em citoplasma de neutrófilos. Se houver pouco ou bastante a interpretação é a mesma.   O que significa: Sepse – O ideal é partir para hemocultura com a presença deste achado.   PROBLEMA: O sangue quando em contato por mais de 2 horas com o EDTA pode induzir artefatos como os vacúolos, pois os neutrófilos passam a fagocitar o EDTA. Ou seja, os vacúolos só têm valor se a lâmina for feita no momento da coleta, como acontece em todos os serviços de hematologia de excelência.     Vacuolização de citoplasma de monócitos.   Os monócitos são células mononucleadas que podem exibir vacúolos no seu citoplasma e também no núcleo. Estes vacúolos não apresentam significado clínico, pois a célula com atividade fagocítica da linhagem é o macrófago, ao qual o monócito se diferenciará depois de migrar aos tecidos.   Como relatar: não deve ser relatado pois não possui significado clínico   Dica: dificilmente os linfócitos formam vacúolos, sendo que estes podem auxiliar na identificação do monócito caso haja alguma dúvida.   OBS: nem sempre os monócitos aparecem vacuolizados, então essa dica se aplica somente nas vezes em que isso acontece.
LMA com corpos de PHI
24/09/2018 |    #Leucemia  #Hematoscopia  #exames  #HemoClass Leucemias
Visualização de Corpos de Phi em Leucemia Mielóide Aguda: Relato de um Caso. 1MERISIO, Paulo Roberto       Artigo publicado no CBAC - 2013 Introdução: Assim como bastonetes de Auer, os corpos de Phi são visualizados em células precursoras mielóides na LMA, e patognomônicos desta doença. Estas partículas são mais numerosas e vistas com maior frequência que os bastonetes de Auer e podem ser identificadas com a coloração usual de Romanovsky e melhor evidenciadas na coloração da mieloperoxidase, sendo que nesta coloração os corpos de Phi são mais proeminentes que os bastonetes de Auer na coloração de Romanovsky. Estas inclusões são derivadas da catalase, diferente dos bastonetes de Auer que são derivados de peroxidases dos grânulos primários. Os corpos de Phi estão presentes em maior intensidade na LMA ativa, e seu aparecimento auxilia na diferenciação desta doença da LLA e LMC em crise blástica. Em casos de cloroma, evidencia-se os corpos de Phi na coloração da mieloperoxidase tanto no tumor fixado quanto nas células derivvadas de derrame pleural, e auxiliam o diagnóstico na ausência de outras manifestações da LMA. Não se tem relatos de observação destes corpos em outras doenças ou em indivíduos normais. A monitoração da visualização dos corpos de Phi podem ajudar na orientação clínica da leucemia, pois diminuiram com a melhora do quadro clínico e também reapareceram na reincidiva da doença, em pacientes que estavam em remissão completa. Paciente e Métodos: O caso relata um paciente masculino, 19 anos, com queixas de cansaço, tonturas, epistaxe e sangramento gengival. Clinicamente observa-se petéquias na superfície dos braços. O hemograma revela uma anemia leve, uma leucocitose (53.600/µL) e uma trombocitopenia (76.000/µL). A contagem diferencial revela 38 blastos, 8 linfócitos, 35 bastonetes e 17 segmentados, com numerosos grânulos arredondados com características de corpos de Phi no citoplasma dos blastos. O paciente foi encaminhado para exames confirmatórios e diagnosticado definitivamente com LMA m2 através da imunofenotipagem e citogenética. Conclusão: Sugere-se que a observação de blastos com corpos de Phi seja um forte indicador para o diagnóstico de Leucemia Mielóide Aguda, não descartando a necessidade de imunofenotipagem e citogenética para o diagnóstico definitivo e caracterização do subtipo da LMA.
A CIVD na LPA
17/09/2018 |    #Leucemia  #Hematoscopia  #exames  #HemoClass Leucemias
A CIVD na LPA   Vários casos de leucemia promielocítica aguda (LMA m3 / LPA) cursam com evolução para Coagulação Intravascular Disseminada. Isso acontece geralmente no início do processo, pela saída dos pró-mielócitos neoplásicos da medula óssea. Estas células possuem uma certa rigidez, por isso a saída delas é difícil e também a LPA clássica se apresenta, na maioria das vezes, com leucopenia.   A circulação dos pró-mielócitos neoplásicos é o que ativa o sistema de coagulação. Estas células passam a liberar granulação primária na circulação, e isso ativa fator VII e também plaquetas via FvW. Neste contexto se inicia o processo de formação de fibrina e agregação plaquetária. Como a distribuição destas células é uniforme por toda a circulação, o processo de coagulação acontece de modo disseminado, caracterizando a CIVD.   Desta forma acontece consumo dos fatores da coagulação, o que explica o prolongamento do TAP e do TTP, mesmo em processo trombótico, e também o consumo de plaquetas. As plaquetas estão diminuídas não só pelo consumo da CIVD, mas também pela diminuição de sua produção na medula óssea, devido ao processo leucêmico. Um bom marcador nestas situações é o D-dímero, que se espera aumentado. Esta molécula é um produto da degradação da fibrina formada e esta presente em processos de trombose, tromboembolismo e situações de ativação da coagulação.   O processo de CIVD é o que leva o paciente com LPA procurar o serviço de saúde, e nestes casos acaba sendo feito o diagnóstico, o qual depende de um serviço de hematologia de credibilidade e com profissionais capacitados para identificar o quadro e sugerir os caminhos corretos da investigação.   Em breve lançaremos o nosso curso ONLINE HemoClass LEUCEMIAS, que abordará todos os aspectos de todos os subtipos de leucemias. Fique por dentro de todas as novidades deste curso cadastrando seu email no link abaixo:   http://4b686a1.contato.site/cadastrohemoclassleucemia
Bastonete de Auer
27/08/2018 |    #Leucemia  #Padronização  #Hematoscopia  #HemoClass Leucemias
Em nossa página, todas as vezes que postamos um blasto com presença de bastonte de auer, alguém de imediato já sugere LMA m3. Em nossos cursos práticos também esse fato acontece. O que é isso? São inclusões citoplasmáticas compostas de mieloperoxidase e enzimas lisossomais. Nada mais do que agrupamento de grânulos azurrófilos que estão presentes nos blastos das leucemias mielóides agudas. Geralmente estão em forma de agulhas, mas podem aparecer com formato arredondado, e neste caso, são denominados corpos de Phy. Na leucemia mielóide aguda m3, ou simplesmente leucemia prómielocitica aguda, podem aparecer células repletas de bastonetes de auer, as quais são chamadas fagot cells.    Entretanto algumas situações precisam ser esclarecidas referentes ao bastonete de Auer: Bastonete de auer é patognomônico de LMA, ou seja, sempre que houver bastonete de auer, estamos diante de uma LMA. Nem toda LMA possui bastonete de Auer. Esta inclusão pode aparecer na LMA M1, M2, M3 e M4, mais raramente na M5, ou seja, ele não é exclusividade da LMA m3. Este achado é extremamente importante para o diagnóstico das leucemias, e quando não encontrado, é importante que se relate o seguinte: Bastonetes de auer não foram encontrados durante a hematoscopia. Em colorações rápidas, dificilmente os bastonetes de auer serão visualizados. Somente BLASTOS possuem bastonetes de Auer, outras células com inclusões parecidas, as mesmas não devem ser consideradas como bastonetes de auer. Leucemia Linfóide Aguda JAMAIS apresentará bastonetes de auer nos linfoblastos.   Com estas informações fica mais fácil direcionar nosso trabalho quando estivermos frente à um quadro sugestivo de leucemia aguda.   Essas situações serão todas comentadas no curso HemoClass Leucemias, que está com inscrições fechadas no momento.    Tem interesse em nosso curso? Faça seu cadastro na lista de espera clicando AQUI, e seja avisado assim que as inscrições abrirem!!! http://8afd56e.contato.site/listadeesperahemoclassleucemiasaabr  
O que esperar de um bom hemograma
31/07/2018 |  
Essa é uma questão amplamente discutida em congressos. O ponto pacífico é que um bom hemograma deve ser direto, enxuto e informativo. Deste modo o perfil interpretativo deve levar em consideração os índices hemantimétricos e as observações do analísta clínico, de modo a não ser redundante em informações. O que os números revelam, não se faz necessário descrever. Por exemplo, um paciente que tenha uma hemoglobina baixa com VCM e HCM diminuídos, já está caracterizado pelos índices como sendo portador de uma anemia microcítica e hipocrômica, não sendo necessário descrever. O mesmo acontece com leucocitose, DNE, linf. reativa, etc... As observações devem ser utilizadas, se necessário, para situações não reveladas pelos índices hemantimétricos, como granulação tóxica, vacúolos de citoplasma, alterações morfológicas de série vermelha e demais achados morfológicos da lâmina. Veja o vídeo que gravamos sobre esse assunto logo abaixo!!!
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