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Pelger Huet
Por: Paulo Merisio em 20/11/2017 |    #Leucograma  #Consultoria
A anomalia de Perger-Huet é uma condição hereditária caracterizada pela hipolobulação dos granulócitos. Esta situação e evidenciada nos neutrófilos, os quais apresentam-se, na maioria, com 2 lobos, e muitos se assemelham à forma de bastonete. Diferentemente dos neutrófilos bastonetes em indivíduos sem a anomalia, os neutrófilos de Pelger Huet apresentam cromatina nuclear bastante condensada. Os portadores de Pelger Huet não apresentam problemas clínicos, sendo esta situação somente morfológica. Entretanto os casos de hiposegmentação podem confundir os neutrófilos hiposegmentados com neutrófilos bastonetes, o que poderia simular um Desvio Nuclear à Esquerda, sugerindo assim um falso diagnóstico de quadro inflamatório agudo. Além dos neutrófilos hiposementados, não há outra alteração do hemograma destes pacientes. O Pelger é sugerido quando a morfologia dos granulócitos é sugestiva, e o paciente, apresenta ausência de sintomatologia clínica. Como relatar? No laudo deve-se relatar da seguinte forma: Presença de neutrófilos hiposementados, com morfologia sugestiva de Pelger Huet O paciente deve ser avisado desta anomalia e deve ser instruído à relatar sempre que for ao laboratório fazer algum exame.  PS: Lançamos recentemente uma oportunidade única à nossos leitores: A oportunidade de fazer 4 aulas de nosso curso online de Hemostasia e Coagulação totalmente GRÁTIS!!! Isso mesmo!!! Basta acessar o link abaixo e se inscrever, você receberá estas aulas em seu e-mail e terá a oportunidade de conhecer o melhor curso online sobre Hemostasia e Coagulação do Brasil!!! Clique aqui e receba este conteúdo EXCLUSIVO para quem acompanha nossa página no facebook e para quem é leitor de nosso blog.   
Policromatofilia ou reticulócitos
16/11/2017 |    #Hematoscopia  #Consultoria
A policromatofilia é uma alteração bastante importante, visto que levam a identificação ou, pelo menos, sugestão de um quadro específico.  A hemácia policromática tem um tamanho maior que o normal (quando em grandes quantidades podem inclusive aumentar o VCM), possui em seu interior uma coloração mais azulada ou escura - é de fundamental importância que se tenha um bom corante para identificar a policromatofilia.  Esta célula tem estas características morfológicas por conservarem em seu interior restos de material ribossomal e nucléico, o que confere a característica de cor. Na verdade uma hemácia policromática é um reticulócito, mas na coloração usual hematológica não se deve afirmar isso, sendo necessário, para se relatar reticulócitos, a coloração supra vital com azul de cresil brilhante. Nestes casos se dá o percentual o que se torna uma contágem mais exata e palpável sobre esta alteração.  Os reticulócitos sugerem, entre outras coisas, quadros hemolíticos hereditários e adquiridos, perda aguda de sangue e anemia ferropriva em tratamento. Nas suspeitas de anemias hemolíticas os reticulócitos fazem a confirmação ou exclusão do quadro. Na lâmina hematológica a policromatofilia deve ser quantificada em cruzes ou seguindo as recomendações para discreta/moderada/intensa. Quando presente, é de bom grado que se faça uma contagem de reticulócitos para se saber, em números, qual é a situação de produção medular de hemácias do paciente. Em miúdos: hemácia policromática e reticulócitos são a mesma célula, mas identificadas de modo diferente de acordo com a coloração.
Grandes Linfócitos Granulares
13/11/2017 |    #Leucograma  #Consultoria
Os linfócitos sempre foram motivos de dúvidas e “confusões morfológicas” na rotina da hematologia. Linfócitos reativos sempre são dignos de nota, entretanto um outro tipo linfocitário vem ganhando repercussão sobre seu significado: Os GLGs (Grandes linfócitos granulares). Os linfócitos grandes se apresentam com contorno irregular, cromatina mais delicada e o citoplasma mais abundante e de coloração azul-clara. Os GLGs apresentam também estas características, entretanto o citoplasma exibe alguns grânulos bem visíveis de coloração vermelho-arroxeada. Podem representar de 10 a 20% dos linfócitos em indivíduos normais. Os GLG não devem ser contados separadamente dos linfócitos. Embora os GLG devam ser contados como linfócitos normais, quantidades aumentadas (> 5%) deste tipo celular devem ser descritas no laudo e a investigação por imunofenotipagem recomendada. Nota: Os linfócitos predominam nas amostras de crianças até os 4 anos. Estas células são mais pleomórficas que as encontradas em amostras de adultos normais.
O que o médico espera do laboratório quando solicita um coagulograma
11/11/2017 |    #Hemostasia e Coagulação  #Consultoria
Você já se perguntou o que o médico espera de um exame solicitado? não? Pois bem, sob este prisma é que devemos pensar nossos resultados. O padrão CCA é extremamente importante neste momento. Confiabilidade: Seus resultados são confiáveis? Seu procedimento é atual? Você segue padronizações e recomendações? Credibilidade: Seu laudo tem crédito perante a classe médica? Eles acreditam em você? Ou sempre que algo sai alterado é enviado a outro laboratório para confirmar? Autoridade: Você é autoridade no assunto que se propôs a trabalhar? Você entende o que está fazendo? Sabe interpretar? Pois bem..... Estes três pilares são extremamente importantes quando se quer um diferencial de mercado.  Confere no vídeo abaixo a entrevista com Dr. Nelcivone Melo, médico hematologista.   
Como quantificar alterações de série vermelha
24/10/2017 |    #Padronização  #Hematoscopia  #Consultoria
As alterações de série vermelha devem ser relatadas sempre que vistas em quantidades signiicativas, e não neglienciadas como fazem alguns pseudo-profissionais. A discussão é: Como laudar? como quantificar? será que existe um padrão? Sim, existe. o ICSH publicou uma recomendação para quantificação de alterações de série vermelha. Esta tabela está na foto desta publicação. Recomenda-se que todos os profissionais sigam, para que o laboratório sempre fale a mesma língua. E não precisamos dizer que as alterações de série vermelha, em alguns casos, são decisivas para o dianóstico!!! Abraço a todos!!!
Problema ou Oportunidade
23/10/2017 |    #Padronização  #Consultoria
A área das análises clínicas se comporta de maneira muito dinâmica. Muito se falava sobre a necessidade do jejum no perfil lipídico. Recentemente essa necessidade foi questionada e agora algumas diretrizes regram que é desnecessário. Não é diferente nas outras áreas. Na hematologia, por exemplo, a readequação do coagulograma é algo visível e necessário, assim como a revisão das técnicas do VHS, a padronização da morfologia leucocitária, etc.... Para profissionais não tão dinâmicos isso pode soar como uma dificuldade, como obstáculo, e acaba sendo deixado de lado. Para quem tem perfil empreendedor, isso tudo soa como oportunidade. Oportunidade de readequar a rotina, oportunidade de se divulgar algo novo, oportunidade de se aproximar ainda mais dos médicos para que o diálogo e a tecnologia favoreçam um diagnóstico precoce e correto dos pacientes. Recomendações e padronizações sugeridas por órgãos de referência devem ser seguidas e, servir de base para a promoção deste serviço e do laboratório. Veja como soa bem: O laboratório .................... adequou a hematoscopia de acordo com recomendações internacionais, trazendo uma maior confiabilidade ao hemograma, principalmente no que diz respeito a casos de risco. Os valores de referência também foram readequados para esta recomendação, o que trará uma maior segurança na investigação diagnóstica. Desta forma se usa como oportunidade o que outros enxergam como dificuldade. Já que temos que sair da zona de conforto, porque não usar isso a nosso favor? Pense nisso!!! A HemoClass dispõe de serviços desde a assessoria na readequação de exames até a produção de informes para os médicos. Solicite-nos um orçamento!!! Ficaremos felizes em atendê-lo!!!
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