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LMA com corpos de PHI
24/09/2018 |    #Leucemia  #Hematoscopia  #exames  #HemoClass Leucemias
Visualização de Corpos de Phi em Leucemia Mielóide Aguda: Relato de um Caso. 1MERISIO, Paulo Roberto       Artigo publicado no CBAC - 2013 Introdução: Assim como bastonetes de Auer, os corpos de Phi são visualizados em células precursoras mielóides na LMA, e patognomônicos desta doença. Estas partículas são mais numerosas e vistas com maior frequência que os bastonetes de Auer e podem ser identificadas com a coloração usual de Romanovsky e melhor evidenciadas na coloração da mieloperoxidase, sendo que nesta coloração os corpos de Phi são mais proeminentes que os bastonetes de Auer na coloração de Romanovsky. Estas inclusões são derivadas da catalase, diferente dos bastonetes de Auer que são derivados de peroxidases dos grânulos primários. Os corpos de Phi estão presentes em maior intensidade na LMA ativa, e seu aparecimento auxilia na diferenciação desta doença da LLA e LMC em crise blástica. Em casos de cloroma, evidencia-se os corpos de Phi na coloração da mieloperoxidase tanto no tumor fixado quanto nas células derivvadas de derrame pleural, e auxiliam o diagnóstico na ausência de outras manifestações da LMA. Não se tem relatos de observação destes corpos em outras doenças ou em indivíduos normais. A monitoração da visualização dos corpos de Phi podem ajudar na orientação clínica da leucemia, pois diminuiram com a melhora do quadro clínico e também reapareceram na reincidiva da doença, em pacientes que estavam em remissão completa. Paciente e Métodos: O caso relata um paciente masculino, 19 anos, com queixas de cansaço, tonturas, epistaxe e sangramento gengival. Clinicamente observa-se petéquias na superfície dos braços. O hemograma revela uma anemia leve, uma leucocitose (53.600/µL) e uma trombocitopenia (76.000/µL). A contagem diferencial revela 38 blastos, 8 linfócitos, 35 bastonetes e 17 segmentados, com numerosos grânulos arredondados com características de corpos de Phi no citoplasma dos blastos. O paciente foi encaminhado para exames confirmatórios e diagnosticado definitivamente com LMA m2 através da imunofenotipagem e citogenética. Conclusão: Sugere-se que a observação de blastos com corpos de Phi seja um forte indicador para o diagnóstico de Leucemia Mielóide Aguda, não descartando a necessidade de imunofenotipagem e citogenética para o diagnóstico definitivo e caracterização do subtipo da LMA.
A CIVD na LPA
17/09/2018 |    #Leucemia  #Hematoscopia  #exames  #HemoClass Leucemias
A CIVD na LPA   Vários casos de leucemia promielocítica aguda (LMA m3 / LPA) cursam com evolução para Coagulação Intravascular Disseminada. Isso acontece geralmente no início do processo, pela saída dos pró-mielócitos neoplásicos da medula óssea. Estas células possuem uma certa rigidez, por isso a saída delas é difícil e também a LPA clássica se apresenta, na maioria das vezes, com leucopenia.   A circulação dos pró-mielócitos neoplásicos é o que ativa o sistema de coagulação. Estas células passam a liberar granulação primária na circulação, e isso ativa fator VII e também plaquetas via FvW. Neste contexto se inicia o processo de formação de fibrina e agregação plaquetária. Como a distribuição destas células é uniforme por toda a circulação, o processo de coagulação acontece de modo disseminado, caracterizando a CIVD.   Desta forma acontece consumo dos fatores da coagulação, o que explica o prolongamento do TAP e do TTP, mesmo em processo trombótico, e também o consumo de plaquetas. As plaquetas estão diminuídas não só pelo consumo da CIVD, mas também pela diminuição de sua produção na medula óssea, devido ao processo leucêmico. Um bom marcador nestas situações é o D-dímero, que se espera aumentado. Esta molécula é um produto da degradação da fibrina formada e esta presente em processos de trombose, tromboembolismo e situações de ativação da coagulação.   O processo de CIVD é o que leva o paciente com LPA procurar o serviço de saúde, e nestes casos acaba sendo feito o diagnóstico, o qual depende de um serviço de hematologia de credibilidade e com profissionais capacitados para identificar o quadro e sugerir os caminhos corretos da investigação.   Em breve lançaremos o nosso curso ONLINE HemoClass LEUCEMIAS, que abordará todos os aspectos de todos os subtipos de leucemias. Fique por dentro de todas as novidades deste curso cadastrando seu email no link abaixo:   http://4b686a1.contato.site/cadastrohemoclassleucemia
Bastonete de Auer
27/08/2018 |    #Leucemia  #Padronização  #Hematoscopia  #HemoClass Leucemias
Em nossa página, todas as vezes que postamos um blasto com presença de bastonte de auer, alguém de imediato já sugere LMA m3. Em nossos cursos práticos também esse fato acontece. O que é isso? São inclusões citoplasmáticas compostas de mieloperoxidase e enzimas lisossomais. Nada mais do que agrupamento de grânulos azurrófilos que estão presentes nos blastos das leucemias mielóides agudas. Geralmente estão em forma de agulhas, mas podem aparecer com formato arredondado, e neste caso, são denominados corpos de Phy. Na leucemia mielóide aguda m3, ou simplesmente leucemia prómielocitica aguda, podem aparecer células repletas de bastonetes de auer, as quais são chamadas fagot cells.    Entretanto algumas situações precisam ser esclarecidas referentes ao bastonete de Auer: Bastonete de auer é patognomônico de LMA, ou seja, sempre que houver bastonete de auer, estamos diante de uma LMA. Nem toda LMA possui bastonete de Auer. Esta inclusão pode aparecer na LMA M1, M2, M3 e M4, mais raramente na M5, ou seja, ele não é exclusividade da LMA m3. Este achado é extremamente importante para o diagnóstico das leucemias, e quando não encontrado, é importante que se relate o seguinte: Bastonetes de auer não foram encontrados durante a hematoscopia. Em colorações rápidas, dificilmente os bastonetes de auer serão visualizados. Somente BLASTOS possuem bastonetes de Auer, outras células com inclusões parecidas, as mesmas não devem ser consideradas como bastonetes de auer. Leucemia Linfóide Aguda JAMAIS apresentará bastonetes de auer nos linfoblastos.   Com estas informações fica mais fácil direcionar nosso trabalho quando estivermos frente à um quadro sugestivo de leucemia aguda.   Essas situações serão todas comentadas no curso HemoClass Leucemias, que está com inscrições fechadas no momento.    Tem interesse em nosso curso? Faça seu cadastro na lista de espera clicando AQUI, e seja avisado assim que as inscrições abrirem!!! http://8afd56e.contato.site/listadeesperahemoclassleucemiasaabr  
O que esperar de um bom hemograma
31/07/2018 |  
Essa é uma questão amplamente discutida em congressos. O ponto pacífico é que um bom hemograma deve ser direto, enxuto e informativo. Deste modo o perfil interpretativo deve levar em consideração os índices hemantimétricos e as observações do analísta clínico, de modo a não ser redundante em informações. O que os números revelam, não se faz necessário descrever. Por exemplo, um paciente que tenha uma hemoglobina baixa com VCM e HCM diminuídos, já está caracterizado pelos índices como sendo portador de uma anemia microcítica e hipocrômica, não sendo necessário descrever. O mesmo acontece com leucocitose, DNE, linf. reativa, etc... As observações devem ser utilizadas, se necessário, para situações não reveladas pelos índices hemantimétricos, como granulação tóxica, vacúolos de citoplasma, alterações morfológicas de série vermelha e demais achados morfológicos da lâmina. Veja o vídeo que gravamos sobre esse assunto logo abaixo!!!
12 fatores para uma hematologia de excelência
18/07/2018 |    #Padronização  #Consultoria  #exames
Considerando a opinião de profissionais que trabalham diretamente com hematologia, averiguamos quais são os fatores a serem considerados para um serviço de hematologia de excelência:   1. Coleta adequada supervisionada por um profissional analista clínico. Muitas vezes a coleta é realizada por pessoas treinadas para coletar, mas que não conhecem cuidados específicos de determinados exames. Uma coleta traumática, por exemplo, altera totalmente os exames da coagulação.  2. Lâmina feita na hora da coleta. Este é um ponto fundamental. O tempo de contato da amostra com EDTA induz à alterações nas células sanguíneas, que podem induzir a resultados equivocados da análise hematoscópica.  3. Coloração adequada. Os corantes rápidos não apresentam uma boa coloração de estruturas intracelulares. Em casos de doenças onco-hematológicas, a observação fica comprometida com estes corantes, sendo sempre indicado um corante de referência como MGG, Leishman, Wright.  4. Hematoscopia realizada em aumento de 100X. Embora isso seja amplamente recomendado, sabe-se que vários profissionais preferem fazer a diferencial em aumento de 40X. Este procedimento é inadequado pois pode ocultar estruturas celulares importantes.  5. Interpretação dos resultados liberados pelo aparelho. Sem dúvida a automação veio para ficar e dificilmente um laboratório de médio porte suportaria uma rotina sem ela. Entretanto é fundamental que se saiba interpretar os resultados fornecidos pelo aparelho para saber o que laudar e o que fazer.  6. Tempo de processamento das amostras. O sangue em contato com o EDTA pode, depois de certo tempo, modificar não só a morfologia das células mas também a contagem das mesmas, principalmente das plaquetas.  7. Revisão de lâminas. Todas os hemogramas que apresentam flags do aparelho devem ter as lâminas revisadas. Ainda seria ideal uma amostragem em torno de 5% de modo aleatório dos hemogramas normais, pois existem patologias que não alteram o hemograma, mas apresentam alterações celulares.  8. Controle de qualidade externo e interno. Como todos os setores de um laboratório, o controle de qualidade na hematologia também é de fundamental importância para balizar os analistas perante situações já conhecidas.  9. Laudos simples e informativos. A estruturação do laudo dos exames de hematologia deve levar em consideração diretas e indutivas. O que os números revelam não é necessário relatar. Deve-se usar as observações para descrever situações, estruturas e células não avaliadas pelo aparelho.  10. Treinamento dos analistas. Uma situação que deve ser constante. Quem faz hematologia deve ter o olho calibrado para células diferentes das que se vê no dia a dia da rotina, então os cursos práticos e treinamentos se fazem necessários para estes profissionais.  11. Valores próprios de referência. De acordo com a localização, etnia, perfil populacional, altitude, e diversos outros fatores, os valores populacionais dos exames laboratoriais podem ser diferentes. Esse fato é sabido e, devido a ele, se recomenda que cada laboratório estipule os seus valores de referência de acordo com a população atendida.  12. Assessoria. Um bom serviço de assessoria pode trazer uma credibilidade ainda maior aos exames hematológicos em todas as fazes do processo. Este fator foi considerado por boa parte dos profissionais e ainda considerado um dos fatores mais importantes para um serviço de hematologia de excelência. Conheça o serviço de assessoria remota da hemoclass no link abaixo.              https://hemoclass.kpages.online/assessoriaremota
Esferocitos
18/07/2018 |    #Padronização  #Hematoscopia  #exames
O eritrócito normalmente possui a forma de um disco bicôncavo, apresentando um halo central e uma distribuição de hemoglobina na zona periférica. Alterações em sua forma são sugestivas de doenças e devem ser, sempre que presentes, relatadas no hemograma. Os esferócitos tem as concavidades reduzidas, atingindo um formato esférico. Não possuem o halo central mais claro, e ainda pode ser visto como hemácia com tamanho relativamente menor do que as hemácias normais. Diferentemente do que muitos pensam o esferócito NÃO é exclusivo da esferocitose hereditária. Qualquer quadro de hemólise pode induzir a formação de esferócito. A presença de esferócitos juntamente com aumento do CHCM pode, desta forma, sugerir um quadro de esferocitose hereditária. Como relatar: Deve ser visto a quantidade de esferócitos por campo e quantificar em cruzes (+,++,+++,++++), ou de forma discreta, moderada e intensa. O que significa: Um quadro de hemólise tanto intra quanto extravascular.
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